Brasil não baixa a cabeça para ninguém, diz Dario Durigan
Em reação aos novos ataques dos Estados Unidos à soberania brasileira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que “o Brasil não baixa a cabeça para ninguém”. Disse, ainda, que sua tarefa mais importante neste momento é “proteger a soberania ao lado do presidente Lula, em especial, o nosso Pix”.
Durigan acrescentou que o Brasil é “uma liderança mundial” que “não abre mão de ser tratado com respeito, assim como trata com respeito a todos os outros países e culturas do mundo”.
As falas ocorreram durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, nesta quarta-feira (10), no Palácio do Itamaraty, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Política econômica humanista
Dario Durigan também salientou que a sua geração “tem o grande desafio de entregar para o mundo uma política econômica humanista e que dê respostas aos anseios e insatisfações que as pessoas legitimamente têm”. Ele defendeu que tal política deve também ser progressista, responsável do ponto de vista fiscal e feita em harmonia com a política social.
“Acho que esboçamos isso muito bem nesse terceiro mandato do presidente Lula. Primeiro, tivemos estabilidade e força econômica. O Brasil está crescendo muito mais do que se esperava em relação a todas as projeções, seja do mercado interno, seja dos órgãos internacionais”, apontou.
Durigan também sublinhou que a inflação está sob controle. “É importante que a gente saiba disso e não fantasie diferente. Neste governo do presidente Lula, teremos a menor taxa de inflação de um mandato presidencial da nossa história e isso não é pouco”.
O ministro também agregou outras conquistas que convergem com seu conceito de política econômica mais humanista, como a criação de mais de cinco milhões de empregos desde 2023 até hoje. “É importante a gente gerar emprego, valorizar o trabalho e o salário mínimo, assim como abrir espaço para o descanso e o ganho de produtividade. Por isso, é fundamental a gente avançar com o fim da escala 6×1 imediatamente”, salientou.
Respeito internacional
Durigan também apontou que hoje o País tem estabilidade externa e que “o mundo olha para o Brasil como uma grande casa de oportunidades”.
Nesse sentido, pontuou elementos que contribuíram diretamente para esse novo cenário. “Tivemos três Planos Safra recordes neste mandato. Mas, ao mesmo tempo, tivemos recordes de mínima de desmatamento ambiental. Isso não é trivial”.
O ministro argumentou, ainda, que o papel de uma economia robusta não é sustentar grandes números, mas sim garantir que “as pessoas recebam os benefícios e sintam a força de um país soberano e de uma economia forte”.
Ele enfatizou que “a gente não é sócio da guerra” ao tratar da escolha feita pelo governo de subsidiar o preço de combustíveis no País em meio à instabilidade mundial causada pela guerra no Oriente Médio.
O ministro explicou que os recursos a mais que o Brasil está captando — resultantes da aposta que fez no pré-sal e em fontes alternativas de energia — estão sendo devolvidos aos brasileiros para minimizar o custo dos conflitos. “Muita gente critica, mas isso é o justo. A nossa população não pode sofrer o custo de uma guerra que não nos pertence, que está muito distante e cujo fim é bastante incerto”, argumentou.
Taxa de juros e bets
Dario Durigan também abordou problemas internos que têm pesado no cotidiano da população. “Temos uma taxa de juros pouco civilizada e as famílias têm problemas em pagar o serviço da dívida”, criticou.
Como forma de atenuar essa situação, citou o Novo Desenrola que, conforme destacou, já beneficiou seis milhões de famílias e estará disponível até o dia 2 de agosto.
Sobre os jogos de apostas on line, disse que o governo deverá endurecer o controle. “As bets têm trazido prejuízos para a economia nacional e para as famílias, e nós vamos ser mais rigorosos do que já temos sido”, salientou.
Ele lembrou que nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), as bets tinham a mesma imunidade tributária que as igrejas. “Hoje, as bets pagam mais do que a média dos setores empresariais — e têm que pagar mais —, e estão sendo fiscalizadas. Trinta mil já foram derrubadas e o mercado preditivo foi proibido para que a gente não gere uma nova porta de extravio do dinheiro das famílias”.




