Flávio Bolsonaro passa recibo de vira-latismo ao rastejar para Trump e Lula surfa nas redes sociais
Flávio Bolsonaro (PL) tentou se passar por estadista, mas acabou rastejando pra Donald Trump. O pré-candidato da extrema-direita escreveu uma carta para o governo norte-americano pedindo pra adiar o tarifaço por seis meses para que ele não seja prejudicado nas eleições. O resultado? Vexame nacional e vantagem de presente pra Lula.
O “estadista” vira-lata
Segundo um relatório de monitoramento de redes que vazou — para o absoluto desespero do QG do senador —, a carta de Flávio ao Escritório de Comércio dos EUA pedindo para adiar o tarifaço não colou nem como piada de WhatsApp. A intenção era parecer um diplomata de respeito, mas a internet, implacável, leu nas entrelinhas: subserviência pura e simples.
Enquanto simpatizantes tentam vender a imagem de um “estadista”, o eleitor mediano viu exatamente o que era: um pedido de favor aos gringos em detrimento do Brasil. O saldo? A percepção positiva de Flávio despencou ao menor patamar da série analisada, e Lula nem precisou suar para se coroar o real nacionalista. O debate saiu do conteúdo da carta e foi pra intenção por trás dela.
O circo de horrores: Michelle, Valdemar e os milhões de Dark Horse
Mas a carta aos EUA é apenas a cereja no bolo de recheio azedo. O senador não sai da defensiva política desde que o Intercept Brasil eclodiu o escândalo da Dark Horse, revelando as dezenas de milhões de reais pedidos e recebidos do banqueiro bandido Daniel Vorcaro, do Master. Na defensiva, encurralado e tentando limpar a barra, Flávio ainda encontrou tempo para o drama familiar: ofendeu a madrasta Michelle Bolsonaro, que, furiosa, o acusou publicamente, abandonou o barco e as atividades do PL.
Some-se a isso o circo armado por Valdemar Costa Neto e as divisões intestinas do partido, e se tem a receita perfeita de um naufrágio. O relatório interno admite o óbvio e a imagem que passa é a de um grupo desorganizado, sangrando em praça pública.
A “humanização” do robô defeituoso
E qual é a solução mágica dos aliados para salvar o afogamento do pré-candidato? “Humanizar a comunicação”. Isso mesmo. A equipe de Flávio descobriu, com atraso de anos-luz, que ele precisa aprender a falar com “mães, empreendedores e caminhoneiros”. Como se o senador precisasse de um manual de instruções para interagir com seres humanos reais fora de sua bolha de radicalizados.
O conselho é para ele “falar menos” e tentar conquistar os indecisos. Uma tarefa hercúlea para alguém cujo histórico de comunicação se resume a gatilhos de ódio e, agora, pedidos de desculpas em formato de carta para o tio Trump.
No fim das contas, Lula venceu a batalha das redes sem nem precisar sair do lugar. Basta deixar Flávio Bolsonaro ser o próprio Flávio: o “patriota” que, na hora do vamos ver, prefere a bênção de Trump a um abraço no seu próprio eleitor.




