Nádia Campeão exalta êxitos do PCCh como referência para o Sul Global
A trajetória do Partido Comunista da China (PCCh) constitui uma experiência histórica sem precedentes e oferece um caminho de esperança para os países do Sul Global. Essa é a avaliação da presidente interina do PCdoB, Nádia Campeão, que destacou como principal resultado da experiência chinesa a retirada de cerca de 800 milhões de pessoas da pobreza extrema, sendo aproximadamente 100 milhões apenas na última década.
Para a dirigente, trata-se de uma demonstração concreta da capacidade de combinar crescimento econômico, justiça social e desenvolvimento nacional. “O que o PCCh realizou em sua trajetória não tem comparação. A forma como emancipou a sociedade e os trabalhadores, o enfrentamento da extrema pobreza, o desenvolvimento econômico e o pioneirismo tecnológico transformaram o país em uma referência impressionante para o mundo.”
As declarações foram dadas em entrevista exclusiva à agência Xinhua, concedida por ocasião do 105º aniversário de fundação do PCCh. Durante a conversa, Nádia ressaltou os vínculos históricos entre o partido chinês e o PCdoB, que definiu como “partidos irmãos”, fundados em períodos semelhantes e unidos por uma longa tradição de intercâmbio político e solidariedade internacional.
Ao comentar as experiências que a China pode compartilhar com outros países, a dirigente afirmou que o país demonstrou ser possível construir um projeto nacional soberano, capaz de promover crescimento econômico ao mesmo tempo em que amplia a distribuição de renda e melhora as condições de vida da população. Na sua avaliação, os resultados alcançados mostram que desenvolvimento e inclusão social podem caminhar juntos, tornando a experiência chinesa uma referência para outras nações em desenvolvimento.
Nádia também destacou o fortalecimento das relações entre Brasil e China, especialmente nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. Segundo ela, a cooperação impulsionada pelo governo do presidente Lula (PT), por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), comandado por Luciana Santos (PCdoB), abriu novas possibilidades de intercâmbio entre os dois países. A dirigente citou ainda o convênio firmado entre a Fundação Maurício Grabois (FMG) e a Academia Chinesa de Ciências Sociais como exemplo do aprofundamento da cooperação acadêmica e institucional.
Para a presidente interina do PCdoB, também mudou a forma como os brasileiros enxergam a China. Ela atribuiu essa transformação ao maior acesso da população às informações sobre o país e lembrou a exibição, em TV aberta, de um documentário sobre a infraestrutura e o cotidiano tecnológico de Beijing e Shanghai.
“Hoje, os brasileiros enxergam a China como um país que cresce defendendo a paz e distribuindo riqueza, uma referência muito diferente e positiva.”
Ao analisar o cenário internacional, Nádia avaliou que o Brics assume papel cada vez mais relevante em um contexto marcado por disputas geopolíticas e pela postura agressiva de potências ocidentais. Na sua visão, a China exerce uma liderança decisiva dentro do bloco.
“A presença da China e a voz equilibrada e firme do governo chinês representam um farol de esperança e alento para os países que buscam uma governança global integrada, multilateral e harmoniosa.” Para ela, o fortalecimento do Brics amplia as possibilidades de construção de uma ordem internacional mais equilibrada e cooperativa.
Ao concluir a entrevista, Nádia Campeão enviou uma mensagem de congratulações ao povo chinês e à direção do PCCh, destacando também o protagonismo do país na agenda ambiental e na defesa dos direitos da natureza. “Desejamos muitos anos de vida e de glória ao PCCh. Suas vitórias são um alento de que um outro mundo, mais justo e pacífico, é plenamente possível.”
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A entrevista foi originalmente concedida à agência Xinhua pelos jornalistas Chen Weihua e Zhou Yongsui e foi adaptada para publicação no Portal PCdoB.




